quinta-feira, 7 de abril de 2016

Alexander, o sábio....

Eu estou terminando o curso de Arquitetura e Urbanismo. E recentemente eu fui indicada à ler um livro que achei muito mais interessante do que apenas para os quesitos arquitetônicos, já que um bom profissional nesta área não considera apenas os fatores técnicos, mas também os humanos.

O autor da vez é o Christopher Alexander e segundo meu professor ele não fez bacharel em Arquitetura, era matemático estatístico e fez um doutorado em programa arquitetônico... hahaha.. e eu tentando me formar.. ai, ai .

Enfim, vamos ao que de fato é interessante, venho trazer um trecho para vocês do livro
"A Pattern Language" (2013 - Bookman)

Capítulo 8 - Mosaico de Subculturas

     "O caráter homogêneo e indistinto das cidades modernas coíbe uma variedade de estilos de vida e impede o desenvolvimento do caráter individual."
     "As pessoas fazem as coisas de determinada maneira 'porque é assim que elas devem ser feitas', e não 'porque acreditamos que esta é a maneira correta'. Conciliar-se seguir as ideias dos outros, ou seja, o espírito dos comitês e de tudo aquilo que eles implicam: estas características das áreas metropolitanas têm sido vendidas como adultas, maduras, ajustadas. No no entanto, os eufemismos mal conseguem esconder o fato de que as pessoas fazem as coisas porque é assim que elas dão bem com as demais, em vez de fazer aquilo no que acreditam. Elas agem de determinada maneira para evitar que tenham de aceitar suas próprias identidades, se impor e confrontar outras pessoas com elas. É fácil defender esta pobreza de personalidade em nome da conveniência. Porém, não importa quantas desculpas sejam dadas, no final das contas, a pobreza de personalidade destrói uma pessoa; ninguém que carece de personalidade consegue se amar. A falta de amor-próprio gerada por esta situação não permite que uma pessoa se torne íntegra.
     Em contrapartida, a pessoa que se torna íntegra expressa sua própria natureza de modo visível, exteriorizando, alto e em bom tom, para que todos possam vê-la. Ela não tem medo de sua própria identidade; ela se impõe pelo que é; ela é daquela maneira, tem orgulho reconhece seus defeitos e e tenta mudá-los, mesmo assim se orgulha da sua identidade e está feliz com ela"


Por isso : Seja você, seja feliz...

2 comentários:

  1. Olha, nem parece que foi tirado de um livro de arquitetura. Poderia ser até mesmo autoajuda... rs
    Mas eu vi muitas verdades nessas palavras. Hoje em dia as pessoas são praticamente marionetes da sociedade. Fazem as coisas só repetindo como elas foram feitas anteriormente e não porque acreditam que aquele é o jeito certo. Vivemos no modo automático e como é difícil quebrar esse padrão.
    bjin

    http://monevenzel.blogspot.com.br/

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    1. É porque se argumenta sobre os projetos padrões sem avaliação de local e especificidades, mas cabe tão bem em tantas outras circunstâncias não é?
      Mas eu vejo que tem pessoas que quebram os padrões e são felizes por serem originais, tipo você!
      Bjoss Mone

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